
Migrar de plataforma de aprendizagem é um movimento sensível para as áreas de T&D e RH. Além do processo técnico, uma migração envolve pessoas, cultura, experiência, dados, integrações e, talvez, o ponto mais crítico de todos, confiança.
Quando uma empresa decide evoluir sua infraestrutura de aprendizagem, a primeira pergunta nunca deve ser “o que vamos ganhar?”, mas sim: “vamos perder alguma coisa?”.
E essa é exatamente a função de um bom checklist de migração: eliminar incertezas, garantir previsibilidade e transformar a transição em uma oportunidade real de evolução.
A seguir, você encontra um guia descritivo e direto ao ponto, para orientar equipes que estão prestes a migrar de LMS ou integrar funcionalidades de LXP em um novo ambiente.
Uma migração nasce de clareza estratégica, a empresa precisa entender por que está migrando e o que se espera alcançar com a mudança.
As organizações podem se organizar a partir de:
Esse entendimento inicial serve como bússola para decisões posteriores e reduz ruídos ao longo do caminho.
Nesse momento, vale montar um pequeno grupo interno responsável pelo processo. Normalmente, este time reúne RH/T&D, TI, Comunicação Interna e, se necessário, Jurídico.
Essas áreas alinharão escopo, responsabilidades e cronograma, sempre em conjunto com o fornecedor da nova plataforma. Nenhuma migração deve acontecer de forma automática ou unilateral. O processo precisa ser cocriado.
Outro passo importante é, segundo Elisa Cabreli, P.O da Afferolab, realizar um inventário completo do ambiente atual:
Sem esse diagnóstico, qualquer migração corre o risco de carregar problemas antigos para o novo ambiente.
A plataforma atual traz pistas valiosas sobre o que precisa ser preservado e o que pode ser transformado.
O histórico de aprendizagem dos colaboradores, por exemplo, é um ativo de grande importância.
Toda jornada, cursos concluídos, trilhas, certificados e progresso, deve ser mantida. O mesmo vale para o catálogo de cursos, conteúdos internos, materiais proprietários e trilhas personalizadas.
As integrações são outro ponto central. Sistemas como SSO, ferramentas internas e conectores de BI precisam continuar funcionando no novo ambiente. É comum que elas passem por ajustes durante a migração, e essa etapa exige atenção especial.
Por fim, observe a organização de grupos, perfis e permissões. Muitas empresas aproveitam a migração para simplificar sua arquitetura de acesso. É uma boa prática, desde que não gere inconsistências ou aumente a complexidade da transição.
Nenhuma migração acontece de verdade até chegar ao usuário final. A experiência deles é o termômetro que define se a transição foi ou não bem-sucedida.
Por isso, a comunicação deve ser clara, antecipada e simples. É importante explicar o que vai mudar, o que permanece igual e quando a mudança acontecerá.
Em muitos casos, login e senha continuam os mesmos e informar isso reduz ansiedade e evita um fluxo desnecessário de suporte.
Também vale destacar, aponta Elisa, os benefícios, como: interface mais intuitiva, navegação inspirada em plataformas de streaming, recursos mais integrados e um ambiente que facilita a jornada de desenvolvimento.
Outro ponto relevante está em explicar o que o usuário verá no primeiro acesso após a migração. Quanto mais previsibilidade, maior a adesão. E, claro: os canais de suporte devem ser reforçados, mesmo que continuem exatamente os mesmos.
A fase de migração costuma concentrar mais expectativas do que riscos reais, desde que haja alinhamento com o fornecedor e testes consistentes.
O essencial é aquilo que não pode falhar:
Esses pontos, como falamos acima, garantem que o usuário final não perceba rupturas negativas.
Depois vêm os aspectos importantes, que elevam a experiência, mas não impactam a estabilidade: ajustes de interface, revisões de trilhas antigas, reorganização de categorias e pequenas melhorias estruturais.
Por último, existe o que é secundário, itens desejáveis, mas que podem ser feitos após o go-live.
Normalmente, são iniciativas como atualização de conteúdos internos de baixa adesão, campanhas de lançamento e refinamentos de dashboards. Adiar essas melhorias ajuda a evitar sobrecarga no momento crítico da migração.
Se existe uma regra de ouro, é esta: migração não é hora de reinventar tudo ao mesmo tempo.
Erros comuns incluem tentar redesenhar toda a arquitetura de T&D simultaneamente, subestimar a necessidade de testes ou comunicar tarde demais. Também é arriscado acreditar que a plataforma, sozinha, resolverá todos os gaps da área, tecnologia é meio, não fim.
Outro ponto sensível está na tentativa de acelerar a transição sem planejamento conjunto. Migração não deve ser automática, silenciosa ou improvisada. Isso coloca dados, usuários e a experiência em risco.
Migrar está relacionado ao acompanhamento da evolução do próprio negócio.
À medida que times crescem e a complexidade da operação aumenta, a infraestrutura de aprendizagem precisa acompanhar esse ritmo.
Plataformas modernas oferecem interfaces mais fluidas, experiências personalizadas, integrações nativas, recursos de IA e possibilidades avançadas de automação. Além disso, ampliam a estabilidade, a segurança e a capacidade de escalar iniciativas de T&D.
Outro ponto relevante é a redução de custos indiretos: quanto mais ferramentas paralelas a empresa precisa operar para cobrir lacunas da plataforma atual, mais trabalho manual, retrabalho e inconsistências surgem. Migrar, muitas vezes, é um caminho direto para simplificação.
E há ainda o fator humano: quando a experiência melhora, a adesão aumenta, o aprendizado se fortalece e o impacto no negócio se torna mais tangível.
A migração de uma LMS ou LXP é uma decisão de maturidade. Com planejamento cuidadoso, alinhamento claro e uma abordagem orientada pelo usuário, a transição deixa de ser um desafio e se torna um divisor de águas para a área de T&D, abrindo espaço para uma cultura de aprendizagem contínua, conectada e orientada a performance.

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