Faltam apenas poucos meses para entrarmos em 2018. Por isso, separamos, neste artigo, as principais tendências para o Treinamento Corporativo & Desenvolvimento para o próximo ano. Confira:

Realidade Virtual (VR) e Realidade Aumentada (AR)

Estes dois termos já apareceram nas listas de tendências de anos anteriores. Porém, há apenas alguns meses pudemos ver as organizações realmente se apropriando de todo o potencial que essas tecnologias têm a oferecer.

Custos de desenvolvimento e entrega vêm caindo rapidamente e, nos próximos anos, poderemos ver uma quantidade maior de conteúdos, tradicionalmente entregues como simulações ou e-learnings, transformando-se em experiências imersivas de VR e AR. Isso significa que ficará mais fácil colocar seus colaboradores dentro de um ambiente realista, no qual possam demonstrar de forma observável suas habilidades e comportamentos.

Dicas:

  • Caso sua organização tenha interesse em VR ou AR, é interessante fazer uma revisão dos papéis e processos que se beneficiariam de um treinamento mais imersivo, com maior segurança, rapidez, redução de custos e erros cometidos.
  • Trabalhe juntamente com a equipe de TI para verificar os dispositivos disponíveis e investigar os custos de se emular um ambiente de trabalho real de forma eficaz.

Curadoria de conteúdo

Conteúdo customizado e de qualidade continua sendo essencial para a Educação Corporativa. Porém, tempo e recursos limitados têm impacto direto nesse fator: você não pode desenvolver tudo sozinho – e nem deve. Conteúdos sobre temas normatizados como treinamentos regulatórios, desenvolvimento de habilidades profissionais gerais e certificações externas nos lembram que não é preciso reinventar a roda. Essas “bibliotecas de conteúdo” são particularmente úteis quando podem ser editadas e personalizadas para atender o seu próprio contexto. Quando bem integradas à plataforma de gestão de aprendizagem, podem ser o complemento perfeito para a experiência blended learning.

Dicas:

  • Não se trata apenas de cursos. É possível realizar uma curadoria de informações, normalmente disponíveis gratuitamente em fontes online confiáveis, para manter esses temas sempre atualizados e relevantes.
  • Conforme o apetite por aprendizagem cresce, é importante focar tempo e orçamento em soluções especializadas, projetadas para diferenciar a sua organização.
  • Faça uma revisão completa dos conteúdos de aprendizagem que precisa entregar e identifique áreas nas quais essas bibliotecas poderiam ser utilizadas.
  • Avalie os recursos de seu LMS – Learning Management System para determinar a forma como esse conteúdo pode ser integrado aos programas existentes.

Microlearning

2018 é o ano da aprendizagem móvel. Colaboradores dependerão cada vez mais dessa tecnologia para adquirir conhecimentos com aplicação direta no trabalho. E o Microlearning atende justamente a essa demanda, fornecendo pequenas porções de conteúdo instrucional que pode ser consumido a qualquer hora e em qualquer lugar.

Desenhar oportunidades de aprendizagem que podem ser facilmente incorporadas a um dia normal de trabalho pode acelerar a transferência e assegurar um valioso apoio à performance no exato momento de necessidade. O Microlearning é uma ponte entre programas de aprendizagem mais expansivos e o suporte ao desempenho.

Regiões como a Índia, que priorizam uma estratégia de aprendizagem móvel, entregam conteúdos curtos e precisos, normalmente em vídeos com duração de 3 a 5 minutos e quizzes rápidos.

Dicas:

  • Encontre oportunidades para apoiar os colaboradores no momento em que mais precisam.
  • Verifique a possibilidade de substituir cursos já existentes por conteúdos mais curtos e engajadores.
  • Pense em como personalizar a aprendizagem para audiências específicas com base em seus cargos, experiências e performance.
  • Lembre-se de checar as restrições técnicas dos aparelhos utilizados por seus colaboradores.

Social Learning

Segundo pesquisa, 98% das organizações querem apoiar o surgimento e compartilhamento de boas práticas dentro do negócio, e o uso de redes sociais internas aumentou 55%, fazendo desta uma das ferramentas com mais rápido crescimento para a Educação Corporativa.

Fica claro que há um apetite para a aprendizagem social e, para 2018, espera-se um crescimento ainda maior da demanda por plataformas de aprendizagem colaborativas. Mas ainda há muita confusão quanto às diferenças entre o compartilhamento de informações pessoais e profissionais nas redes sociais. As ferramentas que incentivam uma colaboração fácil e aberta como parte do fluxo normal de trabalho da empresa serão mais suscetíveis de serem incorporadas às tramas da organização. Já aquelas que se concentram no compartilhamento de aspectos meramente sociais, estarão competindo desnecessariamente com plataformas já existentes fora do mundo corporativo.

Dicas:

  • Seja claro sobre o que sua empresa espera de uma plataforma de aprendizagem social. Provavelmente, a maior parte dos colaboradores irá preferir separar seus perfis pessoais dos profissionais, então pense com cuidado ao definir o que será considerado engajamento.
  • É preciso criar razões poderosas para que os profissionais utilizem a plataforma diariamente e a vejam como tendo impacto positivo na performance. Compartilhar progressos e pedir o auxílio de colegas pode ser uma maneira impactante de demonstrar o propósito e valores da organização.
  • Certifique-se de identificar os influenciadores certos para apoiar a implantação e crescimento da ferramenta – uma vez que ela ganhar vida própria, você saberá que trilhou o caminho certo.

Apesar das tendências de mercado, o mais importante é realizar uma análise cuidadosa para verificar qual inovação fará a diferença de forma sustentável e positiva na performance dos colaboradores da sua organização. O primeiro passo é garantir que estejam bem fundamentadas as bases sobre as quais sua empresa criará uma cultura de aprendizagem ágil e responsiva. Isso significa assegurar que a infraestrutura disponível é suficientemente flexível e aberta à inovação. Lembre-se que as melhores tendências são as que dão a seus colaboradores liberdade para aprender.

Referências:

Unlocking Potential. Releasing the potential of the business and its people through learning. 2016-17 Learning Benchmark Report. Towards Maturity, London (Reino Unido), nov. 2016. Disponível em < https://towardsmaturity.org/wp-content/uploads/2017/05/Unlocking-Potential-Digital.pdf>. Acesso em: 21 out. 2017.

HYLAND, L. 5 digital learning trends for 2018 and beyond. Kineo, Brighton (Reino Unido), jul. 2017. Disponível em <http://www.kineo.com/blog/5-digital-learning-trends-for-2018-and-beyond>. Acesso em: 21 out. 2017.

SOLEK, B. New Year, New Learning: Top 3 Predictions for L&D Trends in 2018. ATD – Association for Talent Development, Virginia (USA), 2017. Disponível em <https://www.td.org/Digital-Resources/Webcasts/TD/2017/11/New-Year-New-Learning-Top-3-Predictions-for-LD-Trends-in-2018>. Acesso em: 21out. 2017.