Ao longo destes últimos anos, muito se tem falado sobre as constantes mudanças pelas quais o mundo está passando.

Avanço sem precedentes da tecnologia, globalização, novas relações de trabalho, Economia Colaborativa dentre tantas outras disrupções que têm acompanhado e impactado diretamente o ambiente de negócios.  Neste cenário, em que o termo V.U.C.A. (volatility; uncertainty; complexity; ambiguity) nunca pareceu ter tanto sentido, a sensação geral é de que embora estejam todos tentando acompanhar o ritmo, ninguém sabe muito bem para onde está indo.

O cenário não dá trégua e exige cada vez mais novas competências e atitudes de todos os profissionais – e provavelmente o desafio maior seja a mudança de atitude – afinal, para dar conta de um mundo disruptivo, precisamos cada vez mais de profissionais abertos para mudar e experimentar essas novas formas de trabalhar.

Para sobreviver – e prosperar – em um mundo cuja única certeza parece ser a mudança, os líderes precisam ter a essência disruptiva e não apenas uma boa formação. Os líderes precisam conhecer o novo cenário corporativo, as novas possibilidades exponenciais e abundantes. Precisamos mostrar o novo mundo corporativo para eles, e o porquê ele foge o pensamento mais tradicional e linear.

Os líderes de hoje estão enfrentando uma verdadeira corrida contra o relógio para inovar mais depressa que seus concorrentes. “Inova ou morra” parece ser o grande lema do momento. Mas só os líderes que adquirirem essa essência disruptiva e compreenderem de fato a importância dessa mudança estarão,  preparados para criar a coragem, a abertura, o diálogo e a colaboração necessários para fazer acontecer.

Porque para inovar, é preciso irremediavelmente falhar. Sim, isso mesmo. Não há nenhuma grande inovação que não tenha surgido após um número considerável de tentativas e erros, e é justamente essa liberdade de poder falhar que estimula a coragem coletiva para expor novas ideias. É óbvio que uma visão estratégica de futuro e planejamento são sempre bem-vindos e devem acompanhar os processos criativos; o ponto é que o medo do fracasso não deve, jamais, imobilizar a busca pelo novo.

Dito isso, quais são as competências que os líderes de hoje e de amanhã precisam desenvolver para se tornarem exponenciais?

De forma geral, as competências descritas pela Singularity University são essenciais:

Futurista

A primeira habilidade de um líder exponencial é aprender a transformar a surpresa em antecipação consciente. Em outras palavras, significa imaginar novas possibilidades com ousadia e otimismo – e entender que é bastante provável que elas surjam mais cedo do que o esperado. Os líderes terão que aprender a lidar com naturalidade com o que é conhecido e explorar – com a mesma naturalidade – o que é desconhecido.

Inovador

Além de imaginar possíveis futuros, os líderes também devem aprender a desenhá-los, descobrindo novas idéias por meio da criatividade e da experimentação rigorosa. O papel do líder inovador é o de explorar novas oportunidades através da descoberta contínua e despertar essa mesmo mindset nos seus colaboradores.

Tecnologista

À medida que a inovação tecnológica avança, os líderes devem entender quais tecnologias irão afetar diretamente sua indústria e as indústrias adjacentes à sua. E a maneira mais eficaz de entender isso não é por meio de livros ou seminários, mas pela prática, o que pode ir desde codificar ou construir um robô simples até testar novos produtos e serviços. A ideia é  buscar recursos que promovam a inovação e a experimentação.

Humanitário

Os líderes exponenciais usam as habilidades e comportamentos futuristas, inovadores e tecnológicos para melhorar a vida das pessoas e da sociedade como um todo. Para eles, fazer o bem não é um conjunto de atividades da área de “responsabilidade social” da empresa, mas sim uma parte integrada à missão da organização.

“Mas, além desses quatro pontos, gosto de acrescentar mais duas competências que considero fundamentais: a habilidade de atuar como um antrpólogo e a importância da curiosidade para buscar novas visões de mundo”, explica Conrado Schlochauer, Sócio-Fundador da Affero Lab. Confira:

Antropólogo

Os líderes exponenciais adquirem a capacidade de olhar sem julgamentos para o que é novo e a capacidade de aproveitar o que há de melhor na experiência de viver em um mundo sob constante transformação. Assim como um antropólogo avalia uma nova população sem julgamentos, o líder que adquiri essa visão é capaz de transformar a incerteza em novas oportunidades para o negócio.

Curioso

Por fim, os líderes exponenciais  desenvolvem a curiosidade e buscam, continuamente, novas formas de entender o mundo por meio da experimentação.O novo não os assusta, os instiga a ir além e construir seu próprio caminho rumo ao futuro.

“De fato, acreditamos que a inovação e a tecnologia são fundamentais, mas a formação desse grupo é urgente. Precisamos atuar para apoiar os líderes a adquirir as habilidades críticas para conseguir atuar com sucesso e também, ajudar a construir o futuro em que eles, seus colaboradores, clientes e a sociedade como um todo desejam viver”, explica Conrado.