Com a competição cada vez mais acirrada no mundo dos negócios,  do avanço exponencial da tecnologia e mudanças socioeconômicas em escala global, as empresas têm buscado profissionais de alta performance, visando alavancar resultados e estar um passo à frente, diante de um cenário de complexidade e incertezas.

Ao mesmo tempo, a entrada das gerações Y e Z no mercado traz à tona novos desafios para as organizações, que precisam criar ambientes de trabalho desafiadores que aproveitem os talentos de todas as gerações e desenvolver as competências necessárias para transformar o potencial deste ambiente multigeracional em resultados para o negócio.

Com tudo isso, a demanda por líderes inspiradores, com um olhar voltado para o futuro e, principalmente, capazes de engajar e motivar colaboradores, tem se tornado cada vez maior. Porque hoje, mais do que nunca, o comprometimento das equipes com o propósito da organização é fundamental para enfrentar os atuais desafios e, por sua vez, a atuação dos líderes é essencial para a realização deste propósito.

Entretanto, uma pesquisa do Gallup mostrou que apenas 13% de todos os colaboradores estão “altamente engajados” e 26% estão “ativamente desengajados”. Por que isso acontece?

O mundo está mudando. As relações de trabalho já não são mais as mesmas e, consequentemente, as expectativas em relação à carreira e ao ambiente profissional também são diferentes. Hoje, apenas estabilidade e salário não são mais suficientes para manter profissionais motivados e empenhados a dar o melhor de si. Por isso, os líderes e as organizações do futuro precisam manter um olhar atento para a retenção e o desenvolvimento de talentos.

Se no passado o foco das empresas esteve voltado somente para o cliente, hoje, entender as demandas e promover experiências enriquecedoras para os colaboradores internos é o primeiro passo para gerar competitividade em tempos de escassez de talentos e consumidores cada vez mais exigentes.

Um estudo realizado pela consultoria Temkin Group em 2016 relatou que as empresas que se destacaram na experiência oferecida ao cliente possuem colaboradores mais engajados com a empresa e o trabalho que realizam.

Se as empresas sempre estiveram acostumadas a desenhar a jornada dos colaboradores com base em fatores como cargo ocupado, departamento ou localização geográfica, hoje é necessário conhecer as necessidades, expectativas e interesses de cada um, a fim de desenhar experiências de desenvolvimento personalizadas e efetivas e que sejam capazes de desenvolver as competências que cada indivíduo precisa.

Nesse sentido, o líder também adquire um novo e importante papel: ser aquele que possui as competências necessárias para inovar, desenvolver e inspirar pessoas e conduzir a organização rumo a um futuro próspero.

Referências:

Steve Crabtree, Worldwide, 13% of employees are engaged at work, Gallup, October 8, 2013. Disponível em:<http://www.gallup.com/poll/165269/worldwide-employees-engaged-work.aspx#>.

HBR. Design Your Employee Experience as Thoughtfully as You Design Your Customer Experience. 2016.Disponível em: https://hbr.org/2016/12/design-your-employee-experience-as-thoughtfully-as-you-design-your-customer-experience