Um ponto muito importante – e ao mesmo tempo um grande desafio – dos programas de desenvolvimento é conhecer o perfil e o comportamento dos participantes. Com esses dados em mãos e sua posterior análise, o chamado Learning Analytics, é possível criar uma experiência de aprendizagem mais adequada às necessidades dos alunos, da qual eles poderão se beneficiar ao máximo para atingir metas e objetivos.

E uma das formas de obter essas informações é pelas plataformas que abrigam as ações de aprendizagem da organização, as chamadas LMS – Learning Management Systems, que geram relatórios sobre o comportamento dos usuários.

Mas ao acessar esses dados para realizar uma análise, muitos profissionais de RH ficam em dúvida: o que observar? Quais dados são mais relevantes? O que aquela estatística quer dizer? E por último: o que fazer com todas essas informações? Para isso, separamos seis dicas para auxiliar neste momento de estruturação do Learning Analytics da sua empresa – e que vão além das famosas “quantidades de horas treinadas”.

1. Entenda as preferências dos participantes
Você poderá compreender quais assuntos e formatos vêm ganhando mais a atenção dos colaboradores, por exemplo: são cursos técnicos? Comportamentais? Vídeos? Há algo em comum na relação dos cursos mais (ou menos) concluídos? Com base nessa análise, poderá oferecer outros temas correlacionados ou formatos e metodologias semelhantes.

2. Analise seus hábitos de estudo
É possível atentar-se ao comportamento dos alunos com relação ao momento de acesso a plataforma para estudo. Em que dia e horário eles acessam mais? Esta pode ser uma informação relevante para saber quando realizar um próximo lançamento, por exemplo. Lembre-se de considerar eventos que geram momentos de pico de trabalho – como épocas de entregas ou fechamentos.

3. Procure indicadores de dificuldade
Verifique se há muitas reprovações, cursos deixados em andamento ou outros indicadores de evasão. Estes podem ser sinais de que há algo de errado acontecendo. Será que seus colaboradores estão com dificuldades para acessar a plataforma, encontrar um curso ou finalizar aquele conteúdo?

4. Colete opiniões
Você também poderá acessar as opiniões qualitativas dos colaboradores com relação aos cursos e ações de treinamento. Aproveite essas informações para ir mais a fundo na percepção dos participantes. Colete elogios e fique atento a críticas e sugestões de melhoria.

5. Confira a eficácia de suas ações de divulgação
Caso esteja realizando ações de comunicação para divulgar um programa específico, com a análise dos números fornecidos pelo LMS poderá mensurar o impacto dessas divulgações e verificar se elas estão de fato estimulando os colaboradores a acessar o conteúdo.

6. Aperfeiçoe suas próximas ações de T&D
Agora, ao planejar um conteúdo para uma próxima ação de treinamento e desenvolvimento, você certamente terá um outro olhar e perspectiva, pois terá em mãos diversos insumos e análises para proporcionar aos colaboradores uma experiência ainda mais aderente a suas necessidades – e com isso, certamente terá um nível de engajamento muito maior.

O Learning Analytics pode demonstrar o valor para o negócio das estratégias e programas de aprendizagem. Com suas análises, é possível oferecer experiências altamente personalizadas e ainda reduzir custos de operação ao eliminar ou modificar ações que se mostram ineficazes.

Mas lembre-se: mais do que fiscalizar as atividades dos colaboradores, o Learning Analytics que o seu LMS oferece, serve para que a área de Recursos Humanos desenvolva experiências de aprendizagem cada vez mais embasadas e adequadas aos hábitos de seu público. Ao perceber que está sendo atendido em suas preferências, o colaborador certamente entenderá que tem no RH um parceiro atento para ajudá-lo a atingir seus objetivos de desenvolvimento.

Referências:

5 Reasons Why Learning Analytics Are Important For eLearning – eLearning Industry

Learning Analytics: What Does Data Science Have to Do With Learning? – ATD – Association for Talent Development